sábado, 12 de dezembro de 2015

Festa Espetáculo: Fantastique

Ontem tive a oportunidade de trabalhar na equipe técnica da “FESTA ESPETÁCULO: FANTASTIQUE”, Que aconteceu na Usina, localizado no SOFN. Q1, CB, L12 Brasília DF. Uma festa de pura sensualidade, e diria mais, de muita entrega e ousadia. Fiquei encantado com a proporção do evento e o envolvimento do público, que me pareceu ser bem cativo pois, a festa acontece uma vez por mês.

Fui surpreendido com os números artísticos já no ensaio técnico, onde são marcadas luzes, sonoplastia, e palco. No ensaio que aconteceu à tarde, eu já pude sentir que se tratava algo forte e adulto, que todos gostam e que geralmente não temos disponível: sensualidade. 

É um espetáculo artístico antes de tudo e tem direção geral e concepção de Giovane Aguiar, que também faz um ótimo mestre de cerimônias. É um espetáculo que envolve dança, teatro, circo, canto, isso dentro do universo de sensações e possibilidades, quando se trata de sensualidade. As cenas são bem picantes, chegando às vezes ao limite, beirando o pornográfico. Só que como falei, trata-se de um trabalho com extrema sensibilidade artística, uma obra de arte.

Existem vários momentos de pico na festa-espetáculo, e o envolvimento em relação com o público é bem interessante e necessário, pois as pessoas participam em dois divertidos concursos. Tudo com muita sutileza, extremo bom gosto e humor. Foi uma noite agradabilíssima, pois, além de começar a me aproximar do espaço como  a Usina, que é de fato um local que faz a diferença no requinte a questão artística, pude conhecer e trabalhar nesse belo trabalho. 

Na USINA funciona um teatro e estúdios de arte com aulas de dança, circo e muito mais. Convoco as pessoas, e principalmente os artistas do Distrito Federal e do Brasil a se apropriarem do lugar, de forma a consumir a cultura e arte produzida ali dentro. Obrigado Geovane pela oportunidade, e espero termos outros momentos culturais e profissionais pra compartilharmos em breve.













Janeiro de 2016 tem mais...

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

MINC

Ontem aconteceu durante todo o dia, uma oficina oferecida pelo Ministério da Cultura para elaboração de projetos para a Lei Rouanet.

Realmente uma oficina bem necessária para entender os trâmites que permeia a inscrição e possível aprovação de projetos junto a Secretaria de Fomento e Incentivo a Cultura (PRONAC\LEI ROUANET). A Finalidade e da oficina foi promover subsídios para produtores e artista na formação no que tange a elaboração de projetos. É sempre muito complexo o processo de elaboração de um projeto cultural. E se tratando da busca de apoio por meio da lei o processo é burocrático e muitas vezes de difícil entendimento. Aqui pudemos ouvir, e entender melhor, por meio da equipe técnica do Ministério da Cultura, as reais formas que habilitam uma proposta.

Segundo os técnicos a proposta da lei, é a democratização do acesso e acessibilidade, dos recursos. Descentralizando e dando as oportunidades iguais, em diferentes condições gerando as mesmas oportunidades a todos. Pois quando o assunto é acessibilidade falamos de ações que geram condições para que as pessoas tenham acesso aos recursos. E também sejam aprovados projetos que garantam acesso do publico com e sem deficiência. Que seja proposta que respeitem esse direito de acesso que é garantido em lei.
O Fundo Nacional da Cultura (FNC) gera Incentivo Fiscal com mecanismos de financiamento. Sendo que os incentivos poderão ser feitos por pessoa jurídica (até 4% dos impostos) e para pessoas físicas (até 6% dos impostos)

Um projeto é um conjunto de atividades com planejamento, é sempre importante entender a viabilidade da proposta, pois é um fator importante nos critérios de avaliação. É preciso pensar antes de tudo em como será a execução do projeto, pois um projeto tem tudo haver com planos.

Agora é estudar a Lei 9.610, que estabelece percentuais que direcionam os custos e orientam a distribuição dos recursos como é permitido destinar segundo a lei até 100 mil reais do valor do projeto para pagamento a um captador de recursos; 20% do total do projeto para divulgação e até 10% para direitos autorais. São muitos detalhes que são necessários entendermos ao elaboramos uma proposta pois elas são de caráter eliminatório.

Foi um excelente dia, muitas informações e network, para mais informações liguem: 61 2024 2113 e 2024 2114 ou pelo sitio www.cultura.gov.br/sefic e para inscrever projetos é necessário fazer cadastro no site www.novosalic.com.br

Boa tarde!


            

























quarta-feira, 21 de outubro de 2015

ZUMBIDOS

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

PALMARES GERAL




ESTAMOS NA SEMANA DE ENSAIO GERAL PARA A ESTRÉIA DO MUSICAL PALMARES.
NOS ACOMPANHE POR TERESINA
DIA 19/01 AS 19H. MOCAMBINHO (PRAÇA DA TELEMAR)
DIA 20/01 AS 19H. CENTRO (ADRO DA IGREJA SÃO BENEDITO)
DIA 21/01 AS 19H. PARQUE PIAUÍ (PRAÇA DO CSU)
DIA 22/01 AS 19H. DIRCEU (PRAÇA CULTURAL)
CONTATOS: opeqpi@gmail.com

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O Espetáculo Musical Palmares tem como principal objetivo, integrar artistas negros, dentre bailarinos, atores e músicos que, já desenvolvem um trabalho artístico de relevância no Estado do Piauí, para juntos realizarem uma obra artística (criação e exibição). Um trabalho que aborda a história do povo negro no Brasil, enfatizando um processo enriquecedor culturalmente para nosso povo, como Samba, Capoeira, Ritos e a Culinária. Foram esses aspectos explorados na elaboração das cenas, musicas, figurinos e movimentação. Levaremos ao público uma concepção arrojada que traz um elenco de primeira qualidade. Artistas experientes que contribuíram o máximo para que o projeto saísse com alto nível técnico/artístico.








As apresentações acontecem:

Dia 18/01/2011 onde faremos um Lançamento do projeto para 100 convidados especial que são parceiros/apoiadores da OPEQ, o local do acontecimento é na – ADH/Ponto de Equilíbrio/Centro – 19h.
No dia seguinte 19/01/2011 o espetáculo segue para a Praça da Telemar/Mocambinho – 19h. Teremos aqui uma palavra com a historiadora amarantina Sâmia Alves Mimbó, que vai fazer uma breve fala sobre a importância do dia da consciência negra e também sobre a história do negro no Piauí ela é uma das principais ativistas do movimento Negro no Sul do Estado e desenvolve a cinco anos a Festa da Beleza Negra na comunidade quilombola Mimbó.
Depois o espetáculo chega ao centro de Teresina dia 20/01/2011 o Adro da Igreja São Benedito, recebe as 19h os tambores danças e cores do Musical Palmares a igreja foi escolhida por ser a unica no Brasil a ter um santo negro como padroeiro, embora se comemore em seus festejos outro santo, isso é bem contraditório mais, é sem duvida um preconceito "desmascarado" sem falar que o Altar do São Benedito fica do lado de fora da igreja, o que nos levou mais uma vez a questionar sobre o racismo mascarado e também a levar o musical para aquele espaço tão importante para a cultura negra piauiense.
Depois no dia 21/01/2011, invadiremos a Praça do CSU/Parque Piauí sempre as 19h.
Pra concluir esse primeiro circuito do projeto vamos no dia 22/01/2011 apresentar para o público da Praça Cultural/Dirceu – 19h. O Dirceu é um lugar bem especial par Organização Ponto de Equilíbrio pois foi justamente lá que começaram as primeiras ações do que hoje se consolida como a ONG Ponto de EQuilíbrio.





Ensaios geral de 10 a 17, sempre as 19h, lembrando que todas ações estão marcadas para esse horário (19h) justamente pra não haver dúvidas.

Agenda recente atualizada:
Quarta feira, dia 12, ensaio fotográfico, com figurinos e maquiagem19h;
Quinta feira, dia 13, ensaio no Terreiro (ter benção e apoio dos santos)20h;
Sexta ensaio geral. 19h no Ponto de Equilíbrio;
Sábado, dia 15, apresentação no programa do Lásaro do Piauí na TV Meio Norte 9:30h;
Segunda, dia 17, ensaio técnico 19h.


No roteiro do Musical Palmares, contamos a história do povo negro e sua importância na cultura brasileira, com música (Saquá e Ricardo Totte) e dança (Valdemar Santos) que foram criadas especialmente para o trabalho o elenco é formado por Cleide Fernando, Juliana Márcia, Kleo di Santis, Dackson Mikael, Nayara Frabrícia, Zé Carlos, Ricardo Totte, Saquá, Beth Moreno, Geovano Quadro e a participação especial do Grupo Afro Cultural “Coisa de Nêgo”.




Tem sido muito gratificante para a Organização Ponto de Equilíbrio ver realizado uma idéia como essa. A equipe se afinando, os músicos junto aos dançarinos, o encanto de ver tudo sendo produzido ao vivo com o frescor do momento, com vitalidade humana do artista que se entregar por inteiro a uma obra, que usa seu instrumento artístico para encantar e recriar o mundo.
Os últimos ensaios vem acontecendo de forma intensa e harmônica onde cada artista deposita seu parcela de contribuição, as definições de tempo, espaço, as provas de figurinos, a conversa de bastidores, a produção executiva sugerindo, os artista sentido cada vez mais forte que tudo esta indo bem. Estamos felizes por podermos estarmos a frente de um projeto como esse que integra artistas, e que nos possibilita fazer da forma mais profissional possível.






Equipe de trabalho:

Direção e Coreografia: Valdemar Santos
Coordenação: Luís Carlos Vale
Consultoria Administrativa: Laurita Vale
Consultoria Contábil: Ronaldo Lopes
Produção: João Vasconcelos
Produção Executiva: Márcio Brito
Secretaria Executiva: Fran Silva
Direção Técnica: Dionísio Brasil
Palestrante: Sâmia Alves Mimbó
Figurino: Danilo França
Designer Gráfico: Jonathans Teixeira
Assessor de Imprensa: Marks Júnior
Produção de Audiovisual: Franklim Pires
Fotografia: Luciano Neves

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sábado sem sol 10h de uma manhã linda no Rio de Janeiro, estamos nós no Museu da Republica avaliado os sete meses de trabalho dentro do Projeto Colaboratório 2010. Cansados depois de muito trabalho ao longo do ano... O desgaste emocional evidente, o desafio de está juntos interagindo, as diferenças que se evidenciaram, as imposições, a clareza e falta de clareza nas propostas, o estímulo mútuo, os apegos e “predileções”, agora avaliar tudo é importante e necessário. Foi bom poder ter ali um lugar pra entender o processo na cabeça do outro no fim dessa jornada tão intensa e rica. Foi uma pena não estarem todos colaboradores, mais entendo que em meio ao Panorama e com tantas atividades acontecendo simultaneamente ficou impossível juntar todos, o que não desmerece a importância do nosso ultimo encontro formal, agora cada um volta pra sua realidade para sua cidade, seus trabalhos e desafios de continuar seus caminhos.

Quero começar retomando o momento em que soube do projeto, li o edital e comecei a escrever minha proposta. Na época tinha muito o interesse e a curiosidade na possibilidade de criar em coletivo, tinha também um desafio de me colocar disponível para novamente trabalhar em um grupo tão numeroso e “parafraseando Vitor” muitos matizes. Lembro que se instaurou no primeiro encontrão em Luis Correia uma ansiedade de colaborar de entender como se colocar diante desse exercício que exige muitas entregas e abandonos. Na prática exercitamos a articulações entre eu e o nós, uma sintonia que acontece de várias maneiras, uma dinâmica coletiva só se cria ao longo do tempo e no caso do colaboratório foi necessário nos adaptar com mais frequência a essa mudanças, pois o processo era muito dinâmico com troca de cidades e de orientadores a cada nova residência, nos fazendo compreender melhor a distinção de trabalho, escolha e potencia na interação de idéias. Lá também se instaurou o fantasma da criação coletiva, era necessário aprofundar suas propostas inscritas assim como interagir nas propostas alheias com o perigo de cair na mediocridade, pois existe uma falsa idéia de que mostra um processo coletivo é qualquer coisa, e se cai facilmente na obscuridade, já que se trata de um “processo” se tira dali a expectativa de algo pronto, o que pode ser uma grande armadilha. Como dar o devido peso as coisas? Que energia é necessário ter para, por exemplo, desenvolver e mostrar um processo? E se for um espetáculo? Sei que perguntas como essa são muito complexas e continuaremos buscando-as, até por que nos foi necessário entender e buscar o esforço devido para que a todo tempo os processos saíssem da potencia e se transformassem em ação.




Muitas vezes as idéias não se estabeleciam como processos e ficaram frágeis por um longo tempo, a autonomia fica inconsistente e a ação criativa e de definições de cada projeto pessoal se estrutura de muitas maneiras, na motivação tanto pessoal quanto do coletivo, em entender a si e o coletivo, a idéia de transito livre entre os processos. Tudo pode vir a fragilizar algumas propostas e/ou fortalecer outras. Quero levantar uma questão importante para as próximas edições. Como podemos descobrir mecanismos e condições favoráveis para que o colaboratório chegue mais forte ao final? Como embutir um estado de autonomia individual que reverbera no coletivo e respeito ou trabalho do outro? Penso que nas próximas edições o processo seja mais curto e mais intenso a exemplo das imersões onde estávamos disponíveis e com condições igualitárias de trabalho e dedicação.

Lembro quando começamos esse processo todos estavam entregues as novidades isso é natural, a convivência desgasta e levar as relações com ética e respeito pelo outro pode ser difícil com a rotina. Pra mim por tanto está em coletivo é me motivar mutuamente e se deixar contaminar, se deixar envolver pode ser mais fácil para alguns que para outros. O certo é que às vezes se faz necessário mais que uma opinião é preciso se aprofundar mais na questão e fazer uma analise mais critica da situação. Para se colocar como artistas é fundamental entender o que o motiva a ser artista, é crucial entender que o artista trabalha com relação ao tempo presente, isso deve ter relação direta com a forma de como esse artista se relaciona com os conflitos e problemas que ele elabora do seu presente. Existem várias formas de problematizar esse contexto, sendo mais amplos com as relações que temos tentamos sempre identificar os próprios desejos transformando-os na sua realidade, na prática artística existe sempre presente questões referentes a aspectos políticos e sociais com mesmo peso nos dois contextos. O que identificamos, diagnosticamos, cutucamos, ferimos, ou evidenciamos no nosso presente é então o resultado da nossa arte.

Fecho esse processo feliz e com certeza da “missão” comprida, satisfação de fazer parte desse projeto tão rico que certamente engrandeceu minha formação artística, me abriu para novas possibilidades e me deu novos amigos de profissão. Parabenizo a toda equipe de coordenadores e produtores. Agradeço pela contribuição e atenção dos orientadores e principalmente agradeço a possibilidade de trabalhar com artistas tão diferentes e re-descobrir o sentido da colaboração, estou agora em Teresina num feriado de chuva calma e clima ameno. Acaba o colaboratório 2010 formalmente, mais me deixo sempre aberto e disposição e sei que manteremos mais contatos, é apenas o começo de muitas possibilidades.


Valdemar Santos, Teresina 15 de novembro de2010.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Hoje foi mais um dia de trabalho na Cia. Dança Eficiente, mais uma vez tivemos um momento de criação bem interessante, começamos trabalhando o solo que vem sendo executado por Meirilane, sendo que a Leonor faria junto com ela, o que deu resultado em um dueto, onde corpos com limitações bem especificas desenvolvendo uma movimentação alheia, de alguém com limites e liberdades diferentes, foi forte essa questão podemos ver que dentro desse trabalho existe ainda muitos panos nas mangas, precisamos esmiuçar as questões também ampliar e revelar as possibilidades.




Qual é o tempo ideal para realização de uma sequencia de movimentos?






Renda-se como eu me rendi. Mergulhe no que vc não conhece como mergulhei.

Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeto que sustenta nosso edifício inteiro.

Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.

(textos de Clarice Lispector)








A bailarina que dança se movimenta com sentimento e precisão, ela desenvolve de forma graciosa seu bailado. Ouve o ritmo e executa a movimentação dentro da melodia. Ela compreende muito bem as sequencias e as desenvolve com muita harmonia. Ela usa uma cadeira de rodas no lugar das pernas, tem a musculatura muito disponível mais muitas vezes não responde seu comando.



É verdade que as vezes precisa de uma mãozinha. Mais quem de nós não precisa?